Art-Therapy LRS GmbH
Luciana Reis-Savioz

Creativity at the Service of Personal Development

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"O peso em mim diminui à medida em que o pote de pintura diminui"

Publié le 4 mai 2018 à 4:50

 Nesta semana, precisamente no dia 1o de maio 2018 de o jornal Le Temps publicou um artigo muito ilustrativo sobre a arteterapia. Faço questão de traduzi-lo acresentando alguns comentarios :

A autora do texto, Julie Eigenmann, comenta que atualmente a Suíça Francesa conta com uns 160 arteterapeutas atuando em diversos frontes. Entrevistando a arteterapeuta Marine Métraux, presidente da APSAT (assotiation professionelle suisse des art-thérapeutes), podemos ter uma ideia concreta do quotidiano do setting arteterapêutico.

Marine Métraux ceramista e arteterapeuta, conta como acontece as suas seções : uma conversa inicial e em seguida uma direção criativa é tomada. O material e a técnica utilizada vai depender da necessidade expressiva do paciente. (É interessante ver que neste momento ela fala de “momento mágico”, quem já vivenciou um dia um atelier arteterapêutico sabe do que estamos falando. Tem este momento onde “algo acontece”, em psicologia analítica Junguiana falamos de momento “numinoso”, quando a experiência do encontro da pessoa com algo mais profundo e significativo acontece.)

O arteterapeuta, comenta Marine Métraux, tem um papel de observador e no final estará presente para comentar este momento único. Não ha uma interpretação, mas sim, um espaço de comentários sobre o que foi feito : como isso pode estar mexendo e o que pode estar inspirando nessa hora. O importante é o processo criativo, não o resultado. A obra não vai ser julgada nem exposta. (É o preceito básico da arteterapia, o estético não é um valor, e sim o significado...) Seus pacientes são pessoas com burn-out, depressão, Alzheimer, etc.

Ela dá o exemplo de uma paciente de 22 anos que sofria de rejeição e isolamento social, sobretudo, ela guardava este sofrimento dentro de si. A paciente frequenta ateliers de arteterapia desde os 16 anos, dizendo que agora se sente muito melhor, se exprime melhor e ainda descobriu um talento artístico. Fala das emoções sentidas ao ver o pote de pintura esvaziar e ao mesmo tempo que alivia o peso de seus problemas. Agora ela consegue criar imagens e nelas colocar palavras e significados. Ela se sente livre, valorizada e apaziguada e assim ela vai se conectando com as suas próprias verdades.

Julie Eigenmann conta em seguida, que a arteterapia (que se serve das artes plásticas em geral como : pintura, desenho etc.) é uma das vertentes deste tipo de terapia. Existe também outras especializações : a dançaterapia, a dramaterapia, a musicoterapia e arteterapia intermedial (que combina muitas dessas terapias ao mesmo tempo).

Como exemplo de dramaterapia, a dramaterapeuta e atriz Anne-Cécile Moser descreve uma seção de dramaterapia: primeiramente o paciente conta o que o leva na seção, podendo utilizar algumas miniaturas para ilustrar como um Playmobil. Ela propõe então que o paciente crie um personagem em ressonância com seu problema. O objetivo é expressar as emoções para integra-las melhor, se afirmando e desenvolvendo mais confiança em si. As seções acontecem principalmente em grupo. Anne-Cécile Moser anima com sucesso grupos de adolescentes com problemas de comportamento. Ela comenta que não é médica, não faz diagnósticos e todavia não cura, mas pode ajudar os jovens à se realizarem através do jogo que pode ser produzido à partir das historias contadas e que vão se tornando cada vez mais coerentes.

Este artigo pode ser consultado no : https://www.letemps.ch/societe/poids-moi-diminue-fur-mesure-pot-peinture-se-vide?utm_source=facebook&utm_medium=share&utm_campaign=article

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